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Com patrocínio da ECODEAL, realizou-se no passado dia 28 de junho, no Campo Grande, um seminário sobre resíduos hospitalares e perigosos promovido pela APEMETA – Associação Portuguesa de Empresas de Tecnologias Ambientais. O seminário contou com a intervenção do Eng. Manuel Simões, Diretor Geral da ECODEAL.

No decorrer do seminário foram várias as causas atribuídas, quer pela APA (Agência Portuguesa do Ambiente), quer pela IGAMAOT (Inspeção-Geral da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território), para o aparente desaparecimento de resíduos perigosos no setor industrial, como a (re)utilização de tecnologias mais limpas. 

No entanto, para o Eng. Manuel Simões, é necessário prestar uma maior atenção à desclassificação na origem, resultante do desconhecimento de como fazer a correta classificação ou de uma tentativa de se reduzir os custos.

Na sua intervenção, o Eng. Manuel Simões ainda avaliou o relatório que a APA recentemente publicou. Trata-se de um documento pormenorizado sobre a produção e o destino dos resíduos perigosos produzidos em 2014.

De acordo com o relatório, foram produzidas 478 373 toneladas de resíduos industriais perigosos (RIP) em 2014. No mesmo relatório, são identificadas 54 917 toneladas para exportar. Sendo assim, é legítimo afirmar que houve o tratamento de 423 456 toneladas de resíduos perigosos em Portugal.

Se utilizarmos o valor do observatório dos CIRVER (Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos) relativo às quantidades tratadas por esses centros – ou seja, 270 878 toneladas –, conclui-se que em 2014 estão por identificar os destinos de 152 578 toneladas.

O mesmo relatório identifica que há 203 252 toneladas de resíduos perigosos geridos para operadores de armazenagem temporária (D15/R13), sem identificar e analisar os mesmos, devido ao elevado número de operadores existentes.

ECODEAL apresentou medidas para um correto controlo de resíduos perigosos

Para a ECODEAL, é urgente uma análise e identificação desse elevado número de operadores, visto que, se estes resíduos estão a ser encaminhados para aterros de resíduos não perigosos, é provável que estejamos a criar problemas a médio e longo prazos para a saúde e ambiente públicos.

A lembrar que um aterro para resíduos perigosos é diferente de um aterro de resíduos não perigosos (RINP). Por exemplo, um aterro de RINP não possui a impermeabilização adequada para os resíduos perigosos. Além disso, as condições de segurança dos aterros de RINP não prevêem a incompatibilidade entre resíduos, nomeadamente entre resíduos ácidos e básicos, comburentes e combustíveis, entre outros.

Neste seminário, a ECODEAL aproveitou para apresentar diversas sugestões que podem permitir o adequado controlo de resíduos perigosos no setor da indústria. Por um lado, recomendámos a criação de uma base de dados e de um relatório que caracterizasse os diversos tipos de gestores deste género de resíduos, conforme foi efetuado para os CIRVER.

Por outro lado, aconselhámos a uma monitorização das transferências de resíduos perigosos entre os operadores licenciados e a uma maior sensibilização e formação das autoridades que são responsáveis pela fiscalização para identificar possíveis resíduos e potenciais classificações incorretas de resíduos na origem.

A análise dos resultados do PRTR (Registo de Emissões e Transferências de Poluentes) é outra recomendação da ECODEAL: dessa maneira, determina-se a evolução da produção de resíduos perigosos nas diferentes instalações, permitindo identificar desvios na produção desses resíduos.

Veja algumas fotografias do seminário:

ECODEAL participa em seminario sobre residuos perigosos ECODEAL participa em seminario sobre residuos perigosos1

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